lomadee

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Governo do MA realiza mobilização no Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase



Definida, pela primeira vez, como uma das prioridades de governo, a luta contra a Hanseníase no Maranhão. Neste sentido, estão sendo colocadas em prática inúmeras ações nessa área. Em alusão ao ‘Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase’, foi realizada uma mobilização, nesta sexta-feira (29), na Praça Deodoro, em São Luís, para alertar a população sobre os principais sinais e sintomas da doença.

As atividades mobilizaram profissionais de saúde para a realização da busca ativa de casos novos e a divulgação da oferta do tratamento completo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e incentivar para a procura pelos serviços de saúde.

Além da equipe da Secretaria de Estado da Saúde (SES), participaram da ação os coordenadores municipais do Programa da Hanseníase de São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar; agentes comunitários de saúde e alunos do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Maranhão (Ufma).

A mobilização é nacional e tem como tema ‘Hanseníase: quanto antes você descobrir, mais cedo vai se curar’. O objetivo é reforçar a importância do diagnóstico na fase inicial da doença, do tratamento oportuno e cura, visando eliminar fontes de infecção, reduzir e minimizar os sofrimentos causados pelas incapacidades físicas resultantes do diagnóstico tardio.

O secretário de Estado de Saúde, Marcos Pacheco, ressaltou que fazem parte do processo de amenizar esse agravo a promoção de atividades que contribuam para a redução do estigma e preconceito que envolve a doença.

“O governo tem trabalhado sistematicamente para resolver esse problema de saúde pública. Além de toda capacitação técnica e intensificação da busca por novos casos, temos tentado desmistificar o que envolve a doença e que por muitas vezes contribui para que a população não procure as unidades de saúde”, justifica Marcos Pacheco.

A coordenadora estadual do Programa de Hanseníase, Raimunda Mendonça, destaca que as intensificações das atividades de busca ativa contribuem para aumentar o número de casos novos descobertos, o que propicia o tratamento e a quebra da cadeia de contaminação. “A SES intensificou no último ano a capacitação das equipes, principalmente de Saúde da Família, para viabilizar a busca ativa e o diagnóstico precoce, que é a principal estratégia”, afirma a coordenadora.

Os 15 municípios mais endêmicos do Estado foram identificados logo no início da gestão para a realização de ações inovadoras. “Essas ações consistem em visitas domiciliares de uma equipe capacitada pela SES para realizar o exame de pele. Ano passado, 11% dos casos notificados no Estado foram através dessa mobilização, o que é uma média de 400 pessoas”, ressalta Raimunda Mendonça.

Os índices de detecção de novos casos no Estado são altos, inclusive em menores de 15 anos. Em média, são notificados 3.500 casos por ano. Em 2014, o Maranhão notificou 10,8% do total de novos casos no Brasil e 26,87% no Nordeste. Por isso, o Estado é considerado como hiperendêmico, para o Ministério da Saúde (MS).

Os cinco municípios com maiores números de casos nos últimos dois anos foram São Luís, Timon, Imperatriz, Caxias, Codó e São José de Ribamar. Com a realização das buscas ativa, os números tendem a aumentar.

A coordenação do Programa de Hanseníase espera um aumento de 5% no coeficiente de detecção para que em 2018 comece a se diminuir os novos índices por ter começado agora a quebra os focos ativos da doença em todos os municípios.

“No último mutirão do programa Mais IDH, em municípios considerados silenciosos, que descobriam um caso por ano, em apenas em um dia, foram notificados cinco casos. Então, o que está sendo enfatizado e para que as equipes não esperem o paciente se sentir doente, pois quando os sintomas tornam-se perceptíveis, talvez ele não tenha mais tempo de fazer um tratamento eficaz”, alerta a coordenadora estadual do Programa.

O tratamento da Hanseníase é feito com medicamentos a base de antibióticos para tratar a bactéria que causa a doença que geralmente dura de seis meses a um ano. O processo é mais elaborado podendo resultar em sequelas quando se trata de um paciente com diagnóstico tardio.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...