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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Investimentos na avicultura possibilita a criação de três polos especializados


Investimentos maciços do Governo do Maranhão no setor da avicultura resultam na consolidação de três grandes ‘corredores’ de produção de aves. São medidas que atraem a instalação de abatedouros, assim como o fortalecimento da cadeia produtiva, e transformam municípios vizinhos a Coroatá, Balsas e Porto Franco em grandes expoentes da produção de carne de frango. A projeção é que até 2018 sejam gerados 15 mil empregos com a avicultura no Maranhão.

O secretário estadual de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, explica que há uma série de medidas em apoio ao setor produtivo que atraem os avicultores dos mais diferentes portes, que, por anos esquecidos, agora contam com o apoio da gestão pública estadual para reforçar os investimentos. “Por meio do programa ‘Mais Avicultura’, o Maranhão, em um ano, aumentou sua produção em mais de 20%, graças às ações realizadas pelo programa. Durante 15 anos a cadeia da avicultura ficou estagnada. Hoje, os produtores contam o apoio do Governo do Estado, que reduziu os impostos de 7% para quase 1%, para a venda do frango produzido aqui”, destacou Simplício.

O secretário explica que o Maranhão tem dado uma grande força ao segmento da avicultura, isto porque se identificou que há uma grande demanda interna. “Em 2014, os maranhenses consumiram 300 mil toneladas de carne de frango. No entanto, apenas 100 toneladas foram oriundas do Maranhão. E com um agravante, essa produção maranhense era de baixo valor agregado, isto é, o da venda do frango vivo, que tem valor médio de R$ 2 a R$ 3, tem menos lucro também”.

Os avicultores maranhenses não investiam na produção porque não conseguiam apoio do poder público. Um exemplo disso era a tributação sobre a comercialização interna e externa, que no Maranhão era pelo menos sete vezes maior do que estados próximos como Piauí e Tocantins. A atual gestão providenciou, como forma de incentivo, a equação tributária. “Hoje o produtor maranhense não precisa mais criar frango no Tocantins ou no Piauí para vender”.

E os resultados já estão chegando e fazendo com que o avicultor aposte no potencial do Maranhão e produza aqui mesmo as 200 mil toneladas de carne de frango cortada e congelada (e, assim, com alto valor agregado). A partir do lançamento do plano de investimento para o setor, desde 2015, o Governo vem atraindo a instalação de abatedouros. Já é possível contar, por exemplo, com Notaro, em Balsas, que prevê a geração de aproximadamente mil empregos e com o processamento de 100 a 150 mil aves por dia; a frango Americano em Coroatá, com o processamento de aproximadamente 120 aves por dia e geração de 800 empregos; a ‘Ceará Alimentos’, em Capinzal, com 15 a 20 mil aves ao dia e 100 empregos; e a ‘Agronor’, em santa Inês, com 30 a 50 mil aves ao dia e geração de 200 empregos.

Três polos

Com a grande perspectiva de crescimento e investimentos no setor vai sendo gerado três corredores do frango, considerando a condição integrada de produção. “A ida dos abatedouros movimenta a cadeia, com diversos elos que enxergam um bom lugar para se instalarem, como fabricas de ração, medicamentos e produção de grãos, que é ate redimensionado. A produção de grão, milho e soja, deixa de só exportar para abastecer o setor, transformando a proteína vegetal em animal”, relatou Simplicio.

Os ‘corredores’ estão em: Coroatá, incluindo Itapecuru, Vargem Grande e Nina Rodrigues. No eixo Parnaíba já existem grandes aviários, que usam boas tecnologias e tem grande produção e estão sendo impulsionados com os investimentos.

Já em Balsas serão potencializadas também as cidades próximas, onde é possível encontrar fábrica de ração e produção de ovos e pintos; e Porto Franco, considerando a região de Imperatriz e Açailândia, que deverá ser beneficiada com o fortalecimento da cadeia e tem perspectivas, após a instalação do abatedouro do Frango Americano em Coroatá.

Assim, a avicultura surge no Maranhão, após o olhar atento do Governo do Estado, como um dos grandes impulsionadores da economia local.

Mais Avicultura

Implementado pelo Governo Flávio Dino, o ‘Mais Avicultura’ dispõe de tratamento tributário aplicável à cadeia produtiva do frango, fornecendo maior competitividade aos empreendimentos do setor instalados no estado, frente ao mercado nacional. A iniciativa contribui, também, para atrair mais empresas do setor para o Maranhão.

De acordo com secretário Simplício Araújo, o Maranhão tem uma vocação natural para a avicultura e o crescimento da produção afirma a potencialidade do setor, o que reflete ainda em outras cadeias.

“Em 2014, o Estado produziu 3 milhões de aves/mês. Com as ações do ‘Mais Avicultura’, em 2015 registramos a produção de 3,5 milhões de aves/mês, um aumento de 17%. O que demostra que o Governo Flávio Dino, está no caminho certo para o adensamento da cadeia, o que irá contribuir para o crescimento econômico e de outras cadeias, como a de grãos”.



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