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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

MPMA realiza oficina sobre gestão de resíduos sólidos em São José de RibamarPromotora de justiça ressaltou a importância da participação da sociedade


Foi realizada, na tarde desta terça-feira, 6, no auditório da Casa da Justiça de São José de Ribamar, a II oficina “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos: construindo soluções”. O evento é resultado de uma parceria entre o Ministério Público do Maranhão e o Instituto Maranhão Sustentável, entidade que pesquisa e desenvolve ações para promover o desenvolvimento sustentável.

Foram convidados para a audiência gestores públicos, membros da Câmara Municipal atuais e eleitos, empresários locais, líderes comunitários, associações de catadores de lixo e populares em geral. O vice-prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio Nunes, representou a administração municipal.

Na abertura dos trabalhos, a promotora de justiça Geraulides Mendonça de Castro, titular da Promotoria de Justiça Especializada de São José de Ribamar, falou sobre o surgimento do projeto, incentivado pela promotora de justiça Nadja Cerqueira, da 3ª Promotoria de Justiça de Paço do Lumiar, que também estava presente. A pretensão é que as oficinas aconteçam, também, nos municípios de Raposa e São Luís.

Geraulides de Castro falou sobre a necessidade de resultados mais efetivos na gestão dos resíduos sólidos e ressaltou que todos, gestores públicos, empresários, cidadãos, estão diretamente ligados ao problema. “Todos nós somos, ao mesmo tempo, geradores de lixo e afetados pelas consequências da má gestão desses resíduos”.

DOCUMENTÁRIO


O segundo momento do evento foi a apresentação do trailer do documentário "Mar de Lixo", realizado pela produtora Studio A. O longa-metragem, com duração de 70 minutos, aborda a problemática do lixo nos municípios da Ilha de São Luís e suas consequências para o meio ambiente e a vida das comunidades da ilha.

De acordo com o diretor Taciano Brito, o filme nasceu da situação do lixão de Paço do Lumiar e encontrou uma problemática bem maior. Segundo ele, um dos objetivos do documentário é o de revelar uma situação e os males causados por ela, que muitas vezes são imperceptíveis à grande maioria da população. Taciano Brito observou, ainda, que uma ilha, como São Luís, tem uma geografia bem mais sensível.

O engajamento da produtora somou-se à parceria do Instituto Maranhão Sustentável para promover articulações em favor do ativismo socioambiental e de buscar soluções para o problema documentado.

OFICINA

Em seguida, a bióloga Luzenice Macedo, mestre em Saúde e Ambiente e especialista em Gestão Ambiental, iniciou a oficina explicando a dinâmica do trabalho. Após uma exposição sobre o tema, os participantes tiveram a oportunidade de falar sobre a realidade do município e, a partir dessa troca de conhecimentos, passou-se à etapa da construção de soluções.

Um dos pontos ressaltados por ela foi a necessidade de redução da produção de resíduos, o que pode ser alcançado por meio de inovações criativas, que criem novos negócios e resultem em economia ao Poder Público, já que, atualmente, os municípios pagam às empresas pelo peso coletado.

A facilitadora também apontou alguns possíveis caminhos, como a alfabetização ecológica, desenvolvimento de usinas de compostagem, certificação de produtos, descontaminação e tratamento de resíduos e o incentivo a “compras verdes” pelo Poder Público.

Luzenice Macedo deu exemplos de algumas experiências bem sucedidas no país no tratamento do lixo. “Nas localidades em que funciona bem este setor, são altos os níveis de cooperação, comunicação e solução criativa”, pontuou.

Promotora de justiça ressaltou a importância da participação da sociedade.
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