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terça-feira, 25 de abril de 2017

Acadêmicos do curso de Direito conhecem trabalho da APAC de Itapecuru-Mirim


Na última quarta-feira, 19, estudantes do curso de Direito de uma faculdade particular de São Luís fizeram visita técnica à APAC – Associação de Proteção e Assistência aos Condenados de Itapecuru-Mirim. Coordenou a visita o professor Marcio Aleandro Correia Teixeira, doutor em Políticas Públicas, professor e pesquisador da instituição. A juíza Mirella César Freitas, titular da Vara de Execuções da comarca, acompanhada do presidente da APAC e de encarregado de segurança da Associação recepcionou os visitantes.

Durante o encontro, a juíza discorreu sobre os doze elementos do método APAC (participação da sociedade, recuperando ajudando recuperando, trabalho, assistência jurídica, espiritualidade, assistência à saúde, família, valorização humana, entre outras), dos quais destacou a importância da disciplina e da religião.

Humanização e dignidade - A segunda parte da visita se deu com a visita do grupo às dependências do Centro de Reintegração Social, onde professor e alunos puderam conhecer as instalações e ouvir dos recuperandos sobre a experiência dentro da APAC.

Uma das fundadoras da APAC, atualmente voluntária encarregada da aplicação da metodologia, e o encarregado de segurança da Associação explicaram aos visitantes como se dá a metodologia, a rotina, o acompanhamento familiar e a participação da sociedade.

Falando aos estudantes sobre a rotina na APAC um dos recuperandos, Pâmelo, ressaltou a humanização e a dignidade com que ele e os demais recuperandos são tratados na Associação.

Senso de responsabilidade social - Em seu relato sobre a visita, o professor Márcio Aleandro destacou “o ambiente arejado e ativo, com regras claras e disciplina rígida que visam reinserir nos apenados o senso de responsabilidade social, familiar e profissional, sem afastá-los da ideia de que estão em cumprimento de pena privativa de liberdade imposta pelo Estado em decorrência de suas escolhas e condutas anteriores”.

Segundo o professor, a realidade difere muito da realidade verificada na UPR (Unidade Prisional de Ressocialização) de Itapecuru, com acentuada superlotação, fétida e mórbida, com espaços insuficientes para realização de atividades laborais e assistenciais.

“Sem dúvida, essa experiência da APAC traz um novo fôlego à Execução Penal e nos mostra uma alternativa extraordinária para parcela significativa do problema carcerário no Maranhão, de modo particular, e para o Brasil, de modo geral”, atesta o professor.



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