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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Governo inaugura rodovia Padre Josimo – Estrada do Arroz


“Eu hoje estou feliz! Eu moro aqui há 30 anos e esse era um sonho meu, um dia essa estrada sair”. Moradora do povoado de Petrolina, em Cidelândia, a dona de casa Raimunda de Jesus comemorou a entrega da estrada que passa na frente de sua casa, a MA – 386. A rodovia Padre Josimo, mais conhecida como Estrada do Arroz, era um problema para a mobilidade dos moradores e desenvolvimento da região.

“Quando eu ia para Imperatriz (a 57km do povoado) era um sufoco. Eu saia de manhã e chegava 11h da noite, 1h da manhã. Porque que eu chegava uma hora dessa? É porque não tinha estrada. A estrada era de chão, o carro atolava, a gente ia puxar para desatolar, colocava pedra debaixo dos pneus para poder chegar aqui”, relembrou dona Raimunda.

Com a entrega da estrada, o tempo gasto no deslocamento mudou o ritmo de vida na região, já que os moradores da cidade vizinha não precisam perder um dia inteiro na estrada, como contou a moradora. “Hoje eu estou feliz porque a estrada saiu. Agora, nós vamos para Imperatriz de manhã, dá tempo de comprar a carne, voltar e ainda fazer a carne para o almoço”, contou.

Além de dona Raimunda, cerca de 35 mil moradores de 25 comunidades rurais vizinhas à estrada foram beneficiadas. A ligação entre Imperatriz e Cidelândia foi também comemorada por ser uma importante via de escoamento da produção agrícola, como destacou o professor e morador do povoado São Miguel, Francisco Monteiro.

“Como morador da região, eu gostaria de agradecer. É uma demanda muito antiga que vai beneficiar toda a Região Tocantina e trazer mais investimentos na região. Tenho a agradecer, parabenizar o governador Flávio Dino e torcer pelo sucesso do Governo do Maranhão na região”, declarou o professor.

A estrada


Há 46 anos reivindicada pela população, a rodovia Padre Josimo – Estrada do Arroz recebeu investimentos de R$ 50 milhões do Governo Estadual e foi entregue neste sábado (16), no conjunto de obras preparadas para o aniversário de Imperatriz, como afirmou o governador Flávio Dino.

“Estamos aqui saudando simbolicamente todos aqueles que durante décadas lutaram por essa estrada. Há mais de 40 anos se falava desse sonho da Estrada do Arroz. Quando assumimos, essa obra não estava acabada. Fizemos mais de 80%, quase 90% feita no nosso governo com investimento de quase R$ 50 milhões, que somados às obras que estamos entregando hoje são mais de R$ 100 milhões em Imperatriz e na Região Tocantina”, detalhou o governador.

No total, foram 44 km da via pavimentada e mais 11 km totalmente recuperados. A reestruturação da Estrada do Arroz alcançou as pontes Cinzeiro I e II, no povoado Esperantina I. A obra incluiu interligações por pontes nos povoados de Cinzeiro I e II, Pequizeiro e São Feliz; e passagens de concreto sobre os rios Angical, Olho D’aguinha, Bom Jesus e Domingão. Foram recuperados ainda 70km de estradas vicinais, do Centro de Imperatriz e da BR-010 que ligam as comunidades à Estrada do Arroz. A estrada também foi alargada de sete para 13 metros.

Homenagem

Em reconhecimento às lutas por justiça social na região, o Governo do Maranhão batizou a MA-386 de Rodovia Padre Josimo Tavares, assassinado há 30 anos quando lutava por comunidades de lavradores de Imperatriz contra latifundiários.

“Colocamos nessa estrada o nome do Padre Josimo Tavares porque ele foi barbaramente assassinado há 30 anos atrás. A vida sempre vence e o Padre Josimo continua vivo, na nossa memória e em sua luta que ainda está viva. Também quero deixar claro o compromisso do nosso governo com a justiça para quem sempre foi injustiçado”, declarou Flávio Dino.

Além da mãe do Padre Josilmo, a aposentada Olindina, amigos do padre também estiveram nas homenagens e falaram da importância do momento. “Para mim essa inauguração é a coisa mais importante no Maranhão. Isso significa que o Josimo não morreu. Continua vivo. É merecido o nome dessa estrada”, afirmou a aposentada Raimunda Gomes, amiga do Padre.

Além das obras na Estrada do Arroz, o Governo do Maranhão também entregou na região mais de 40km de vias urbanas asfaltadas pelo programa ‘Mais Asfalto’, escolas, e unidades de saúde.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Governador recebe prefeitos de Consórcio da Estrada de Ferro Carajás


O governador Flávio Dino recebeu, nesta terça-feira (17), os prefeitos que fazem parte do Consórcio dos Municípios da Estrada de Ferro Carajás (Comefec). Na reunião, em que também participaram secretários de Estado, os gestores solicitaram que o Governo faça intermédio para o acesso de recursos que viabilizem melhorias nos 23 municípios por onde a Estrada de Ferro Carajás passa.

Esta é a primeira vez que o Consórcio é recebido pelo Governo do Maranhão e um grupo de trabalho será mantido a fim de estreitar o diálogo com estas cidades. “Foi uma reunião muito produtiva. Foi constituído um grupo de trabalho permanente, integrado pelo Governo do Estado e pela Comefec, e vai ter, com certeza, uma agenda mais produtiva para que os recursos sejam liberados e para que as obras de grande importância sejam efetivamente realizadas em todos esses municípios”, informou o secretário de Comunicação e Assuntos Políticos, Marcio Jerry.

Dentre as solicitações está o acesso ao Fundo para o Desenvolvimento Regional, criado em 1997 com recursos da desestatização, quando a Vale foi privatizada. Segundo os prefeitos, este fundo é gerenciado pelo BNDES e somente liberado com a apresentação de projetos de desenvolvimento.

“Viemos buscar, junto ao Governo do Estado, recursos da época da privatização da Vale, que é um recursos que se encontra no BNDES e está sob a tutela do Estado. Para que ele seja investido mais rapidamente possível nos municípios por onde passa a estrada de ferro”, explicou a prefeita de Vila Nova dos Martírios, Karla Batista, presidente do Consórcio.

Também estiveram na reunião os prefeitos de Bacabeira, Alan Jorge; de Anajatuba, Sydney Costa Pereira; Arari, Djalma de Melo Machado; de Miranda do Norte, José Lourenço Bonfim Junior; de Alto alegre do Pindaré, Francisco Gomes; Bom Jardim Malrinete dos Santos; Cidelância, Ivan Antunes; e de Santa Inês, José Ribamar Alves.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Deputado propõe que Comissão de Direitos Humanos investigue caso de maranhenses mortos em fazenda da Suzano

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou um relatório no último final de semana apontando o Maranhão como o maior exportador de mão de obra escrava do Brasil. Pessoas que foram vítimas do crime, tipificado no código penal, Artigo 149, que significa reduzir alguém à condição análoga a de escravo.

O deputado Bira do Pindaré (PSB) trouxe o tema para a Assembleia Legislativa do Maranhão, na tarde desta segunda-feira (07), e destacou que o Estado aparece com 28% dos trabalhadores escravos resgatados em todo o país. O parlamentar ressaltou que os trabalhadores maranhenses são submetidos a condições precárias.

A degradação dos trabalhadores maranhenses fica evidente como no caso da morte de três pessoas no incêndio ocorrido em uma fazenda de eucalipto da empresa Suzano. Bira propôs que a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, ainda esta semana, compareça até Imperatriz e Cinelândia e faça uma verificação das circunstâncias em que esses trabalhadores foram mortos.

“É preciso que verifique as circunstâncias e mais do que isso, é preciso que a gente verifique qual está sendo os papéis das instituições no que diz respeito à investigação desses casos que ocorreram e das responsabilidades eventualmente existentes em relação às mortes desses trabalhadores”, cobrou.

Além do acompanhamento da Casa Legislativa, o Deputado pedirá o acompanhamento e a verificação das circunstâncias em que essas pessoas morreram na fazenda de eucalipto da Suzano. Bira acionará a Superintendência do Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho.

Para o socialista os grandes empreendimentos do Maranhão, como é o caso da Suzano, por si só, não foram capazes de trazer a solução para as dificuldades que o povo maranhense enfrenta. “Nós temos que contribuir com essa investigação, para que esse episódio não se repita, sobretudo, no que diz respeito aos grandes empreendimentos do Maranhão. A Suzano é um caso típico de um grande empreendimento que precisa ser transparente para que a população possa reconhecer algum tipo de contribuição”, concluiu Bira.



domingo, 6 de outubro de 2013

Incêndio em fazenda da Suzano deixa 3 mortos no Maranhão

Fonte: Terra

Um incêndio em uma fazendo da Suzano Papel e Celulose em Cidelândia, no Maranhão, deixou três pessoas mortas. Segundo a empresa, as vítimas eram trabalhadores que combatiam o fogo. Veja nota da companhia:

É com pesar que a Suzano Papel e Celulose comunica que hoje, 05 de outubro, devido a um incêndio em uma de suas fazendas, no município de Cidelândia (MA), três trabalhadores vieram a óbito.

Edione Pereira Souza, funcionário da Suzano, Renato Cunha Linhares e Luís Rodrigues Fontinelli da Emflors, prestadora de serviço da empresa, trabalhavam no local, quando o incêndio teve início. Por estarem treinados e habilitados, iniciaram o combate ao fogo, mas infelizmente, por uma fatalidade, vieram a falecer.

As empresas estão tomando todas as providências para dar a assistência necessária às famílias.

A Suzano e a Emflors sentem o ocorrido e se solidarizam com os familiares, colegas de trabalho e comunidade.



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