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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Mais de 2 mil famílias do interior do Maranhão serão beneficiadas com o Programa Água Doce


Com o objetivo de estabelecer uma política pública permanente de acesso a água de boa qualidade para o consumo humano, o Governo do Estado, por meio do Sistema SAF, iniciou o pré-diagnóstico com as famílias que sofrem com o consumo de água salobra no Maranhão e serão beneficiadas pelo Programa Água Doce (PAD). Para a execução do programa será destinado R$ 9.667.110,79 que beneficiarão 2.250 famílias com a instalação de 30 sistemas de dessalinização.

O Sistema de Agricultura Familiar (Sistema SAF), que coordena as atividades, é formado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF), Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (Agerp-MA) e Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma).

“O Sistema SAF é executor do Programa no Maranhão e pretende instalar 30 sistemas de dessalinização, entre eles, três serão sistemas de arranjos produtivos. O público alvo são agricultores familiares, comunidades quilombolas e assentados de programas dos Governos Estadual e Federal”, informou o secretário de Estado de Agricultura Familiar, Adelmo Soares.

Uma comitiva composta por vários órgãos públicos estaduais, federais e instituições visitou, nos dias 21 a 25 deste mês, comunidades dos municípios de Itapecuru-Mirim, Araioses, Tutoia, Vargem Grande, Codó, Duque Bacelar, Coroatá e Chapadinha, municípios que serão incluídos no Programa Água Doce (PAD). Além desses municípios, mais 12 serão contemplados totalizando 20 beneficiados com o programa de dessalinização. A comissão foi formada por representantes da SAF, Agerp-MA, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Articulação no Semiárido Brasileiro (Asa Brasil).

O PAD conta com uma rede de cerca de 200 instituições, envolvendo 10 estados (Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Ceará, Paraíba, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Piauí e Pernambuco) e parceiros federais.

De acordo com o coordenador Estadual do PAD, Rivadavia Santos Júnior, o programa recupera poços profundos, salinos ou salobros e atua em comunidades do semiárido. Tem como missão básica dar acesso a água potável à população por meio da instalação de 30 sistemas dessalinizadores, sendo 27 sistemas simplificados e três unidades produtivas.

O Programa abrange os municípios de Itapecuru, Pirapemas, Água Doce do Maranhão, Araioses, Primeira Cruz, Chapadinha, Codó, Timbiras, Coroatá, Caxias, São João do Sóter, Aldeias Altas, Buriti, Vargem Grande, Tutóia, Santa Quitéria, Duque Bacelar, Afonso Cunha, Timon e Loreto. O público alvo são agricultores familiares, comunidades quilombolas e assentados de programas dos Governos Estadual e Federal.

“A participação da Agerp na execução do Programa Água Doce se dá tanto no processo de articulação junto ao público beneficiado quanto no processo de assistência técnica na vertente produtiva do programa. Tendo em vista que o processo de dessalinização permite que a água sirva tanto para o consumo humano, que é seu principal objetivo, quanto para o processo de produção”, explicou o presidente da Agerp, Júlio César Mendonça.


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Governo garante assistência a famílias atingidas por incêndios florestais na região leste


A região leste do Maranhão está sendo castigada, desde a última terça-feira (11), com a propagação de focos de incêndio e queimadas florestais. Mata seca, baixa umidade relativa do ar e fortes ventos fazem o fogo se espelhar, com velocidade, até alcançar casas, plantações e animais. O governador Flávio Dino decretou estado de emergência e fortes medidas de combate aos focos de incêndio estão sendo tomadas a fim de dar suporte e reestruturar a vida de quem perdeu o lar e a produção agrícola.

Uma força tarefa foi organizada, reunindo secretarias estaduais e órgãos de segurança, para garantir a presença do Estado nas comunidades atingidas. No sábado (15), uma equipe sobrevoou Caxias, que registra elevados números de pontos de queimada, e esteve no povoado de Bom Jardim, onde 20 casas foram destruídas pelo fogo, para levar mantimentos e oferecer estruturas.

O secretário de Estado Agricultura Familiar (SAF), Adelmo Soares; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Célio Roberto; e o comandante do Centro Tático Aéreo, coronel Ismael Fonseca, estiveram em Caxias, traçando estratégias emergenciais para superação dos danos na região leste. Por determinação do governador Flávio Dino, já estão sendo distribuídas mil cestas básicas direcionadas a cerca de 100 famílias que estão desabrigadas pelo incêndio nos municípios de Caxias, Governador Luiz Rocha, Duque Bacelar, Matões e Parnarama, garantindo a alimentação por pelo menos um mês.

“Nós estamos também trazendo barracas com lonas para alojar provisoriamente as famílias que estão sem ter onde morar. Está ainda sendo realizado, através da Agerp (Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural), um levantamento de todos os animais e área agrícola que foram perdidos, os moradores estão absolutamente sem condições até para alimentar os animais que sobreviveram, foram muitas perdas. Nós acreditamos que a participação efetiva do Governo vai melhorar muito a vida dessas pessoas que estão em desespero completo”, explicou o secretário Adelmo Soares, destacando que esse primeiro momento a intenção é salvar e ajudar a recuperar o que as famílias perderam.

Em conversa com comunidade de Bom Jardim, Adelmo informou que, a partir de um cadastro, as famílias que perderam suas casas terão novos lares construídos, pela Secretaria de Estado de Cidades (Secid). A notícia deu uma nova perspectiva para o seu Reginaldo Gomes da Silva, 52 anos, que teve a residência completamente destruída pelo fogo. “É duro falar o que aconteceu. Foi muito dolorido, mas graças a Deus estamos vivos. E vai ser muito bom para todos nós a reconstrução das casas. Agradecemos a doação dos alimentos, das roupas, que estão sendo entregues, está nos ajudando muito”, relatou Reginaldo.

Combate ao fogo

Concomitante à assistência às famílias, o Governo do Estado, por meio do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e do CTA, tem atuado desde os primeiros momentos do incêndio, o que já tem trazido grandes resultados. Na região de Caxias, o número caiu de 619 focos, para 377 focos de queimadas.

O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Célio Roberto, explica que isso se deu graças ao esforço conjunto. A região do cerrado recebeu reforço de novas guarnições do Batalhão de Bombeiros Ambiental de São Luís, com 79 bombeiros militares mobilizados nas guarnições de combate a incêndio florestal e nove viaturas dando apoio ao serviço.

“As secas e estiagens potencializam outro desastre natural, que é o incêndio florestal. Aqui,nessa região com vários focos, eles acontecem exatamente pela vegetação seca, somada a ventos fortes e baixa humidade do ar, com isso as queimadas passam a se propagar levando o que está na frente. Estamos fazendo um combate aéreo, o CTA está aqui exatamente para isso, para fazer os combates diretos nos pontos mais distantes e de difícil acesso, a nossa tropa que está por terra vai trabalhar com os aceros (técnica para impedir que o fogo se propague), vamos ter que mobilizar maquinário para isso, a fim de que a gente construa uma zona fria de aceros, garantindo segurança às comunidades que ainda estão suscetíveis de serem atingidas”, explicou o coronel Célio Roberto.

Desde o sábado (15), um helicóptero do CTA está atuando na região de maior número de queimadas e, neste domingo (16), mais um helicóptero chegou à cidade de Caxias, para reforçar o combate às queimadas. “Estamos aqui fazendo o levantamento dos focos e das zonas de capitação de água para fazer esse combate logo de imediato e de forma cirúrgica, agindo principalmente nas copas das palmeiras, onde, em virtude dos ventos, está propagando o fogo e por conseguinte para auxiliar até na distribuição de alimentos”, relatou o comandante do CTA, coronel Ismael.

O Corpo de Bombeiros orienta a população que, considerando o estado climático mais propenso a queimadas, para não tocar fogo em roças e terrenos. Essa prática, apesar de ser combatida constantemente, ainda é comum e é uma das principais causas de incêndio e queimada, que se espalham por longas distâncias.


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