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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Sistema de Inspeção Estadual recebe aperfeiçoamento de vigilância de doenças em matadouros


Tendo em vista o projeto do governo de expansão dos matadouros estaduais, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) iniciou a atualização dos técnicos do Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Nos dias 22 e 23, três inspetores estaduais foram capacitados para atuar na colheita e vigilância de Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (EET) nos estabelecimentos de abate.

Para atender o matadouro de Axixá, que já conta com o SIE, e o de São Bernardo, cujo registro está em vias de análise, a Aged, por meio dos programas nacionais de Prevenção e Vigilância da Encefalopatia Espongiforme Bovina (PNEEB) e de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), ofereceu, pela primeira vez, treinamento para colheita de amostras que servirão para a vigilância da doença da vaca louca e outras EET. “Atualmente, este procedimento só existe, no estado, nos matadouros registrados no Serviço de Inspeção Federal. Com a implantação de mais estabelecimentos de abate estaduais, vamos incluí-lo em nossa rotina de inspeção”, esclarece a fiscal agropecuária Sonival de Santana.

As ETT são doenças neurodegenerativas, causadas pelo acúmulo de uma proteína anormal, que acometem gravemente toda a estrutura do sistema nervoso central. Dentre as mais famosas, está a encefalopatia espongiforme bovina (EEB), mais conhecida como a doença da vaca louca. “No Brasil, o risco de EEB tem status de insignificante. Nunca tivemos um caso da EEB clássica no país. No entanto, o exame é feito para comprovar que não temos e para não deixar que isso aconteça. É bom porque ganhamos mercado”, destaca a responsável pelo PNEEB na Aged, Giselle Mesquita.


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Governo estadual analisa regionalização de matadouro em São Bernardo


Com as obras concluídas e pronto para funcionar, o matadouro G-Boi, do empresário Élcio Alves de Oliveira, no município de São Bernardo, Região do Baixo Parnaíba, recebeu uma visita técnica do secretário de Estado de Indústria e Comércio (Seinc), Simplício Araújo na sexta-feira (13). O objetivo foi conhecer as instalações e analisar a possibilidade de integração do empreendimento ao Programa de Matadouros Regionais (Promar).

Acompanharam o secretário, durante a visita, técnicos e gestores da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged), vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima).

A construção do empreendimento foi iniciada, há três anos, com o apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com um investimento de R$ 4,6 milhões para atender às adequações físicas necessárias para o abate de 400 animais por dia.

A capacidade poderá atender toda a regional do Baixo Parnaíba, abastecendo 14 municípios. Para o secretário de estado de Agricultura, Pecuária e Pesca, Márcio Honaiser, esse matadouro regionalizado vai contribuir com as finalidades do Promar.

“Nosso objetivo é promover saúde, emprego e renda para os maranhenses e valorizar o nosso pecuarista. Cada matadouro a ser construído ou regionalizado representa a dinamização da economia local e o adensamento de uma cadeia produtiva de grande potencial para o estado, seja no abastecimento interno, seja na exportação”, disse Márcio Honaiser.

O matadouro de São Bernardo deve passar por uma vistoria final antes de ser registrado pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Até agora, o empreendimento passou por uma vistoria inicial, que analisa o terreno e sua localização, e teve croquis e projeto de construção avaliados pela Coordenação de Inspeção Animal da Aged.

A Agência concedeu o primeiro registro do SIE a um matadouro em agosto do ano passado. Foi para o Frigorífico Dhias Ltda., localizado no município de Axixá. O matadouro de São Bernardo poderá ser o segundo do estado com esse registro.

“Esse matadouro tem dupla importância. Além de ser o segundo a obter o registro do SIE, em relação ao Promar, tudo indica que será o primeiro regionalizado do estado. Com isso, vamos disponibilizar carne, com certificação oficial, para população em geral”, enfatizou o coordenador de Inspeção Animal da Aged, Hugo Napoleão.

Inspeção do matadouro de São Bernardo

Para garantir a inspeção em São Bernardo, a Aged reforçará sua equipe, oferecendo treinamento aos fiscais agropecuários estaduais da região. “Atualmente, a nossa regional não conta com nenhum matadouro com Serviço de Inspeção Estadual e a maior parte dos estabelecimentos que atendem a região são clandestinos. Com a implantação deste novo, a população terá um salto na qualidade de vida”, explicou o chefe da regional da Aged em Chapadinha, Carlos Henrique Marques.

Os matadouros certificados pelo SIE devem contar com um responsável técnico e um técnico de inspeção da Aged diariamente. O responsável pela inspeção realiza exames clínicos nos animais antes do abate e, após, analisa carne e carcaça.

Fonte: Governo do Maranhão

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Governo leva tecnologias para cultivo de feijão-caupi, milho e mandioca para 19 municípios


O Governo do Estado, por meio do Sistema de Agricultura Familiar, composto pela Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF), Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp) e Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), em parceria com a Embrapa Agrobiologia e apoio da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), vai levar conhecimentos técnicos e inovações tecnológicas para mais 19 municípios maranhenses, com foco nas culturas alimentares de milho, mandioca e feijão-caupi.

O objetivo da ação, iniciada em 2015 com a instalação de 15 unidades de referência tecnológica (URT’S) e cinco unidades experimentais participativas (UEP) nos municípios com menor IDH do Maranhão, é identificar e desenvolver modelos de agricultura sustentável para difundir tecnologias apropriadas à agricultura familiar e, consequentemente, melhorar a renda dos agricultores familiares e fortalecimento da produção agrícola, diretrizes da gestão do governador Flávio Dino.

Essas URT’S e UEP’S estão sendo instaladas em propriedades de agricultores familiares selecionados como multiplicadores, onde é elaborado um cronograma, feito com acompanhamento de uma equipe técnica da Agerp, que auxilia na escolha, preparação, demarcação da área, amostragem do solo para análise e correção do pH, capacitação em inoculação de sementes de feijão-caupi e acompanhamento para coleta de dados durante o ciclo das culturas.

As culturas temporárias de milho, mandioca e feijão-caupi fazem parte da agricultura familiar no Maranhão e estão entre os principais componentes da dieta alimentar nas regiões Nordeste e Norte do Brasil, fundamental para garantir fonte de renda e segurança alimentar para o agricultor. Porém, no Maranhão, por muitos anos, essas culturas apresentaram baixos índices de produtividade em virtude de práticas agrícolas rudimentares.

“A mudança da nossa atual realidade requer a incorporação destas tecnologias provenientes de um sistema integrado de base ecológica, para ampliar a eficiência do uso dos nossos recursos naturais e evitar o esgotamento dos nutrientes dos solos”, afirmou o coordenador de pesquisa da Agerp, Ronald Lazo.

O coordenador explica ainda que as inovações tecnológicas apresentadas aos agricultores familiares vão transformar a área utilizada em um espaço sustentável, com redução no uso de adubos nitrogenados (fertilizantes), substituído por inoculantes. A técnica proporciona maior economia para o produtor e beneficia o meio ambiente, por meio da preservação da fertilidade do solo, que melhora a área plantada e mantém o produtor em um espaço que poderá ser reutilizado por diversos ciclos.

O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Agerp, Sayd Zaidan, destaca a importância da pesquisa para o desenvolvimento do campo. “O potencial econômico dos pequenos produtores está em destaque e assume um caráter estratégico na política de governo, auxiliando na superação da pobreza no campo”, frisou o coordenador Ronald Lazo.

Para o presidente da Agerp, Júlio César Mendonça, com a transferência de tecnologia será possível ampliar a produção no interior do estado. “Com a utilização destas novas práticas vamos aumentar a produtividade das culturas, oferecendo aos agricultores a possibilidade de utilizar continuamente a mesma área, e promover uma maior atuação dos técnicos da extensão rural para disseminação destas atividades”, disse o presidente.

Municípios programados

Serão contemplados com a instalação de 15 unidades de referência tecnológica e quatro unidades experimentais participativas, os municípios de: São Bernardo, Chapadinha, Santa Quitéria, São Roberto, Satubinha, Conceição do Lago Açu, Zé Doca, Pedro do Rosário, Serrano do Maranhão, Cajari, São Bento, São Luís, Raposa, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Milagres do Maranhão, Água Doce, Bacuri e Santa Helena.


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