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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Governo leva tecnologias para cultivo de feijão-caupi, milho e mandioca para 19 municípios


O Governo do Estado, por meio do Sistema de Agricultura Familiar, composto pela Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF), Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp) e Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), em parceria com a Embrapa Agrobiologia e apoio da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), vai levar conhecimentos técnicos e inovações tecnológicas para mais 19 municípios maranhenses, com foco nas culturas alimentares de milho, mandioca e feijão-caupi.

O objetivo da ação, iniciada em 2015 com a instalação de 15 unidades de referência tecnológica (URT’S) e cinco unidades experimentais participativas (UEP) nos municípios com menor IDH do Maranhão, é identificar e desenvolver modelos de agricultura sustentável para difundir tecnologias apropriadas à agricultura familiar e, consequentemente, melhorar a renda dos agricultores familiares e fortalecimento da produção agrícola, diretrizes da gestão do governador Flávio Dino.

Essas URT’S e UEP’S estão sendo instaladas em propriedades de agricultores familiares selecionados como multiplicadores, onde é elaborado um cronograma, feito com acompanhamento de uma equipe técnica da Agerp, que auxilia na escolha, preparação, demarcação da área, amostragem do solo para análise e correção do pH, capacitação em inoculação de sementes de feijão-caupi e acompanhamento para coleta de dados durante o ciclo das culturas.

As culturas temporárias de milho, mandioca e feijão-caupi fazem parte da agricultura familiar no Maranhão e estão entre os principais componentes da dieta alimentar nas regiões Nordeste e Norte do Brasil, fundamental para garantir fonte de renda e segurança alimentar para o agricultor. Porém, no Maranhão, por muitos anos, essas culturas apresentaram baixos índices de produtividade em virtude de práticas agrícolas rudimentares.

“A mudança da nossa atual realidade requer a incorporação destas tecnologias provenientes de um sistema integrado de base ecológica, para ampliar a eficiência do uso dos nossos recursos naturais e evitar o esgotamento dos nutrientes dos solos”, afirmou o coordenador de pesquisa da Agerp, Ronald Lazo.

O coordenador explica ainda que as inovações tecnológicas apresentadas aos agricultores familiares vão transformar a área utilizada em um espaço sustentável, com redução no uso de adubos nitrogenados (fertilizantes), substituído por inoculantes. A técnica proporciona maior economia para o produtor e beneficia o meio ambiente, por meio da preservação da fertilidade do solo, que melhora a área plantada e mantém o produtor em um espaço que poderá ser reutilizado por diversos ciclos.

O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Agerp, Sayd Zaidan, destaca a importância da pesquisa para o desenvolvimento do campo. “O potencial econômico dos pequenos produtores está em destaque e assume um caráter estratégico na política de governo, auxiliando na superação da pobreza no campo”, frisou o coordenador Ronald Lazo.

Para o presidente da Agerp, Júlio César Mendonça, com a transferência de tecnologia será possível ampliar a produção no interior do estado. “Com a utilização destas novas práticas vamos aumentar a produtividade das culturas, oferecendo aos agricultores a possibilidade de utilizar continuamente a mesma área, e promover uma maior atuação dos técnicos da extensão rural para disseminação destas atividades”, disse o presidente.

Municípios programados

Serão contemplados com a instalação de 15 unidades de referência tecnológica e quatro unidades experimentais participativas, os municípios de: São Bernardo, Chapadinha, Santa Quitéria, São Roberto, Satubinha, Conceição do Lago Açu, Zé Doca, Pedro do Rosário, Serrano do Maranhão, Cajari, São Bento, São Luís, Raposa, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Milagres do Maranhão, Água Doce, Bacuri e Santa Helena.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Governo reúne prefeituras para apresentar projeto de matadouros regionais


Como parte dos investimentos do Programa Mais Produção, o Governo do Estado construirá, a partir de 2016, cinco matadouros mistos regionais, com capacidade de abate de até 100 animais/dia.

Os matadouros serão construídos nas regiões de Timbiras, Pindaré, Pré-Amazônia, Médio Mearim e Baixo Turi, beneficiando 1.407.489 habitantes, ou seja, 21.42% da população do estado com carne saudável e segura.

Para discutir a execução do projeto, gestores e técnicos das Secretarias de Estado de Agricultura e Pecuária (Sagrima) e Indústria e Comércio (Seinc), além da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged) reuniram, esta semana, em cada região, com prefeitos e secretários de Agricultura e Saúde dos municípios contemplados.

A primeira reunião foi realizada na prefeitura de Santa Inês, município que será sede de um dos matadouros da região do Pindaré, que abriga um rebanho de 589 mil cabeças de gado. A ação beneficiará 344 mil pessoas, em 11 municípios: Bom Jardim, Bela Vista do Maranhão, Igarapé do Meio, Monção, Pio XII, Satubinha, Santa Luzia, Tufilândia, Alto Alegre do Pindaré, Pindaré-Mirim e Santa Inês.

“Para abastecer a população com alimento de qualidade, nada melhor do que termos um matadouro para abastecer uma região como a nossa, de alta densidade demográfica e municípios próximos. Assim, teremos a garantia de ter uma carne saudável em uma parceria muito vantajosa para os municípios”, ressaltou o prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves.

Em Caxias, foi realizado o encontro com os representantes do município de Aldeias Altas, Timon e São João do Sóter, que também serão beneficiados com matadouro regional para abater bovinos, suínos e caprinos, atendendo a uma população de mais de 350 mil pessoas.

Já os representantes dos municípios da Região dos Lagos reuniram-se, em São Luís, com participação das prefeituras de São Bento, Cajapió, Bacurituba e São João Batista.

“Trata-se de um compromisso do Governo do Estado com a saúde pública e com a produção agropecuária do Maranhão. Com a construção de matadouros inspecionados, será possível prevenir uma série de doenças provenientes do abate clandestino e armazenamento inadequado de carne”, afirmou o secretário adjunto de Agricultura e Pecuária, Edjahilson Souza.

A parceria com os municípios, segundo o secretário, é fundamental para que os investimentos, autorizados pelo governador Flávio Dino, se transformem em benefícios diretos à população, com sanidade, emprego, renda e qualidade de vida.

Em janeiro, os municípios assinarão termo de compromisso com o projeto. Os que serão sede devem disponibilizar a área onde será construído o matadouro e todos os que compõem a regionalização deverão criar os seus Serviços de Inspeção Municipal (SIM).

As localidades mais distantes dos municípios onde ficarão os matadouros deverão construir entrepostos para o recebimento da carne, com câmara frigorífica e adequações necessárias. Caberá à Aged o registro dos estabelecimentos.


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